Olá galera, apesar da semana de atraso, como hoje é sábado, não poderiamos ficar sem mais um ótimo capítulo de Steampampa. Boa leitura.

Capítulo 5 – O Bárbaro, a pinga e as Fireballs!

Era uma manha quente como o diabo, depois de dois meses na estrada, já faziam quase 20 graus. Eu, Frederico e Pedro estávamos procurando Donan, o Bárbaro, e pelos cálculos deles, tavamos quase em Jaguarão.

-Miguel, você esta ouvindo isso? – perguntou Pedro, diminuindo o passo.

Aprumei minhas orelhas que nem um gato do mato e não escutei bosta nenhuma, de pronto me toquei:

-Não… Nada. É bosta na certa.

Logo em seguida ouvimos um estouro vindo dum matagal lá perto. E logo mais um balaio de barulho caótico. Saquei o facão, que já tinha ganhado nome, Mata-Tudo, e corri pra lá! Fui me embrenhando no mato, entrando que nem louco e cortando tudo no caminho. Engoli tanto mato que ate lembrei da Filomena… Enfim, segui de sola pra dentro daquele matagal todo, quando me do por conta, to no meio de um monte de Ispiuberg morto e uma muralha de pedra na minha frente. Logo ouvi uma gritaria vinda da muralha, e olhei pra cima. Um balaio de gente me apontando aqueles trabucos, ate que ouvi o grito:

-Ele não é cinza! Não atirem!

Demorou um tempo ate abrirem a porteira de ferro deles, mas eu e meus guris fomos adentrando, maravilhados com aquilo tudo. Eles tinham murado uma cidade e lá dentro tava todo mundo vivendo feliz. Quer dizer, tudo armado, com cara de fome, meio sujo, preocupado, uns ferido, uns doente… mas feliz! Pelo menos mais feliz que um certo taura que perdeu a mulher, o filho, o Chevette, o cavalo, o facão, o braço e o olho! Mas logo em seguida, chegaram quatro gostosas, usando farrapos que deixavam a barriga e as coxas de fora, todas de cabelos cumpridos, cochas grossas e uns enorme peitão que deusolivre! Eu ate tava me perguntando o porquê disso, mas tive que parar pra ajeitar a calça.

-Identifiquem-se! – Disse a loira da frente.

-Buenas guria, eu sô Miguel, aquele escurinho é o Pedro e o magricelo é o Frederico. Nós tamo…

-O que querem aqui?

-A senhora não me interrompa por fa…

-Viu como é bom? – Retrucou o Frederico. Olhei de revezgueio e ele se aquietou.

-Enfim –continuei – Nóis tamo numa jornada em busca de uns artefato místico pra matar os Ispiuberg.

-Os o que?!

-Ispiuberg mulher! Os troço cinza que nos temo matando!

-Então esse é o nome deles…? –Ela falou baixinho.

-Na verdade, eles são K’norrianos – Disse o Pedro – vindos de…

-São Ispiuberg! Já chamei eles assim por quatro capítulos! Não vou mudar agora, imundícia! – eu fico loco com essas mania de modernizar!

-Ta bom, ta bom…

-Enfim – retomei o assunto – o que vocês fazem aqui?

-Nos somos “La Resistance”!

-“La Resistance”? Por que não “A Resistência”? – se atravessou o Fred.

-“La Resistance” é mais sonoro e mais temático… – respondeu à loira – enfim, somos “La Resistance”, eu sou Alpha, estas são Beta, Delta e Gama.

-Vocês só podem estar brincando… – Não sei se quem falou antes o Pedro ou o Fred.

-Bem… Era nova, nome novo… – Respondeu a ruiva, Beta, ou Delta, num me lembro, vai ser “Ruiva” e deu.

-Buenas demônio, não me interessa. Nos estamos atrás de um homem chamado Donan, o Bárbaro.

-Donan? – Perguntou a morena. – Ele é um dos fundadores da resisten… digo, de “La Resistance”! É um de nossos lideres, assim como Alpha! Ele é realmente forte, tem mais de dois metros de altura, os ossos dele foram trocados por aço alienígena como um experimento da Delta, funcionou muito bem, ele ficou enormemente mais forte e resistente. E alem de já ser lindo, ele bebe mais que qualquer um e na cama ele…

-Já deu, o matraca! – me atravessei -  Ele ta por aqui?

-Não… infelizmente ele é viciado em batatas, saiu para procurá-las…

-Viciado em batata… so pode ser alemão… podemos esperar por ele?

-Claro! – Disse a loira – Por aqui.

Eles nos levaram ate um lugar chamado “Old School Pub”, que eu prefiro nem saber que raio de coisa em inglês é essa. Pra mim, parecia um boteco com um bando de atendente de vestido e uns decotão enorme de grande. Nos sentamos e elas já vieram trazendo polenta, salsichão, chimia de goiaba e cerveja. Bebemos e comemos, e depois de quase um ano, eu tive minha cena censurada no meio de duas prenda linda, no quarto dos fundos.

Mas buenas, na alvorada (no clarear do dia, não na cidade, seu anemal!) eu já tava de pé, enquanto as duas china tavam dormindo podre de cansada. Fui pra frente do lugar e vi o desgramado chegar. Loiro de cabelo cumprido. Devia ter seus dois metros e tanto, com uma espada nas costas da altura dele. Ate ai tudo bem, mas o desgramado tava me usando uma sunga de pele de ovelha e um par de bota. Só! E a mulherada tudo suspirando pra ele. O loiro veio a mim e falou:

-Tu deves de ser Miguel, de quem haviam falado-me.

-E tu deve ser o Donan, o tal do Bárbaro.

-Pois sou quem procuras, enfim, nobre guasca. O que desejas de mim, pequeno viajante.

-Pequeno é a puta que te pariu! Tu que é um anormal de dois metro e tanto! Vim aqui porque um macumbeiro mandou!

-Não creio que tu tenhas te feito claro.

E expliquei pra ele a historia toda.

-Entendo… eu adoraria seguir viagem com vocês, porém, não posso deixar este local, eles ficariam indefesos sem minha presença.

-Tu é loco?! Eles tão tudo armado!

-Pois bem, então, em verdade, te digo, eu não seria capaz de seguir um homem mais fraco que eu. – Ai me emputeci!

-Tu ta insinuando que eu sou mais fraco que tu?! Tu com essa cara de paquita e essa tanga de Argentino, querer te achar mais macho que eu?! Miguel, o Guasca?!

-Sim.

Buenas… não preciso dizer que saquei o Mata-Tudo e parti pra cima dele.

Ele de pronto catou a espada sorrindo e gritou:

-BATHAAAAAAATAAAAAAAA! – enquanto defendia minhas paulada. Em pronto já tavamos cercados de gente olhando. Eu atacava, ele defendia com a espada. Ele atacava, eu bloqueava com o braço. Eu estocava, ele pulava pro lado. Ele batia, eu rolava. Nenhum dos dois tinha se acertado quando ouvimos uma explosão la fora e o Pedro logo gritou:

-Tauras, parem de lutar entre si! Temos um inimigo mais importante!

Ai nos dois nos aquietemos e olhemos serio um pro outro, deixando o risca faca pra depois e corremos pro portão.

Quando cheguemo, era tarde, os Ispiuberg já tinha destruído um pedaço do muro e tavam entrando. Deviam ter uns trezentos, fora dois tanque de guerra! Eu pulei cortando dois e disparei o canhão contra o povo. Donan passou cortando um monte ao meio com um movimento só. Nosso susto mesmo veio quando ouvimos atrás de nos o Pedro falar com vós engasgada:

-Agora sim misifi mexeu com a cumbuca errada! – Falando isso, ele começou a voar, deu um gole na cachaça e cuspiu na direção do tanque. Eu pensei que ele era um imbecil de cuspir num tanque, mas logo a porcaria explodiu em fogo e varreu o tanque do mapa. Eu vi que dali ele cuidava e me preocupei com o que tinha que me importar: Matar Ispiuberg. Saimo na chulapada, matando de monte, tomando paulada a torto e a direito e foi quase uma hora de peleja, isso que tinha um monte de mulher atirando. Quando a briga terminou, eu fiquei impressionado: Não perdi nenhum pedaço, so tomei uns quantos talhos.

E foi ai que o tal do Donan gritou de novo:
-BATHAAAAAATAAAAAAAA! – e foi se aproximando de mim – Esse é meu grito de guerra, Guasca. Não se preocupe, você se acostuma. Temos muita estrada pela frente se quisermos encontrar Roberta.

-Então tu vais conosco?

-Sim Guasca, reconheço teu valor. Tu és um mestre nas artes do combate. Será um excelente líder.

-Buenas tchê… assim tu ate me deixa sem jeito. Ainda bem que paremo a briga antes deu te matar, porque tu é um bagual fino, no final das contas.

-Obrigado Guasca… só não abuses da sorte.

Eu achei um comentário infundado aquele, tche! Vocês que tão lendo sabem bem e me respondam: Quando que eu abusei da sorte?

Próximo capitulo: Eu Gineteio num Bicho Estranho!


Capítulo 1

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Capítulo 2

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Capítulo 3

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Capítulo 4

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Capítulo 6

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