Steampampa – Capítulo 6: Eu Gineteio num Bicho Estranho!
Desta vez o Vini redigiu algumas palavras antes do capítulo em si, e lembro a vocês apenas que o nosso querido autor brinca com as palavras, usando da ironia básica do nosso cotidiano. Boa leitura.
Aos leitores (Ou “Que gente chata!”)
Beleza pessoal? Tudo bom com vocês? Espero que não. Hehe. Nos últimos tempos, muitas pessoas me pediram (mandaram, ameaçaram meu gato, minha mãe e ate minhas pregas, na realidade) para continuar escrevendo Steampampa. Porem, escrever para mim é uma coisa diferente da maioria, normalmente eu estou consideravelmente bêbado para poder transpor com maestria minhas idéias insanas e idiotas para este conto que vocês tem a sua frente. Ultimamente, estive sem dinheiro, por conseqüência, sem álcool. Mas tudo se resolveu com meu emprego novo (Pagando de fodão, mas não liguem, é só pose que eu faço mesmo).
Enfim, gostaria de agradecer do fundo do coração a vocês que não me deixam abandonar este projeto tão estúpido que eu comecei como uma brincadeira. Também gostaria de dizer que vocês são todos insistentes como mulas (Entendam que mulas são animais muito insistentes e tal…), ou mesmo caramujos (Quem viu Dia de Treinamento sabe que também são MUITO insistentes MESMO!) e que nesse site tem mais chato que em boceta de china de beco. De qualquer forma, obrigado mesmo, vocês são minha maior motivação para escrever, ao invés de jogar PS3 ou fumar erva. Então, morram por favor.
Sem mais delongas (porque já foram muitas), com vocês, o tão esperado:
Capítulo 6 – Eu Gineteio num Bicho Estranho!
Enfim, assim que pegamos a estrada, Donan fez questão de guiar a viagem. Seguimos numa Brasília azul caindo aos pedaços, mas era melhor que ir de sola. Infelizmente, estávamos amontoados na porqueira e o bagageiro gritava desesperado pelo estoque de batatas que o Taura insistiu em trazer. Eu ronquei maior parte do caminho, então estranhei quando o Fred me acordou, com cara de bunda, falando:
-Temos um problema.
-Não brinca, Frederico, eu pensei que viajar num caco velho com um monte de Ispiuberg na estrada era loco de bom!
-Tenha calma, Guasca. – cortou Pedro. – O garoto não tem culpa, e se prestar atenção, não estamos em Cruz Alta. Estamos em Serro Largo. Donan não tem grande senso de direção e nosso combustível esta acabando. Felizmente, esta cidade possui duas grandes vantagens: um posto acessível e um antigo constructo criado em tempos ancestrais.
-Consquem?
Pedro e Frederico suspiraram, Donan olhou pra longe, meio de solsaio. Parecia ressabiado.
-Um robô gigante, Miguel. Ele não pode deixar seu posto, mas será útil caso encontremos problemas nas redondezas.
-Mas que coisa boa. Quem fez um troço desses?
-A UFRGS. TCC de alguns alunos.
-Deixa pra lá…
E seguimos. A pé, deixando o carro ali mesmo. Demorou ate encontrarmos o posto, mas esse não foi o problema. Um balaio de caixa de ferro, vazia, tava jogada por tudo. Eu estranhei. Pedro e Fred não fizeram uma boa cara. Donan pegou a espada, eu saquei o Mata-Tudo e seguimo com o pé atrás. Fred foi pegar gasolina, mas não demorou pra se tocar que as bombas tavam tudo vazias. Ai que vieram os problemas.
Começou a chover granizo sem aviso. Umas bolotas do tamanho de uns limão miúdo ou dumas pitanga graúda açoiteavam o chão e tivemos que ficar debaixo do posto.
Olha, se tu morou no sul, antes dessa joça toda começar, vai saber que chuva de granizo é ruim, mas não dura lá muito tempo. Pois não sei que diabo aconteceu, mas essa era pior e já tava durando mais de duas horas. Donan comia pacotes e mais pacotes de batatas fritas (Ringles, Pruflles e outras marca diabo). Quando acabaram, atacou a batata palha. Fred jogava um joguinho no celular* e Pedro mechia num baralho de truco muito do estranho.
Eu fui o primeiro a notar, então Pedro. Fred cantarolava algo “Pata-Pata-Pata-pon” enquanto jogava aquela coisa que nem um imbecil e Donan revirava a lojinha atrás de mais batatas.
Mas no horizonte, vinham galopando sete cavalos. Mas tinha algo errado neles. Os bichos eram muito grandes e muito pesados pra serem cavalos. E cavalo não dispara de metralhadora pela boca.
Saltei pra tirar o Fred dali e joguei ele com força vidraça a dentro da loja. Pedro se levantou e deu um gole de pinga pro santo, antes de engolir a garrafa inteira. Donan partiu correndo pra frente, segurando os tiros com a prancha da enorme espada que eu ainda não sabia de onde tinha vindo enquanto urrava seu grito de guerra.
Eu corri na lateral, fechando os malditos sem problemas. Me atirei e arranquei a cabeça de um em uma só paulada, disparando meu canhão com o braço de aço. Errei. Tomei uma saraivada de tiro que só pegou de raspão. Donan arrancou as tripas de um dos cavalos de ferro e Pedro fez o que mais gostava: levantar vôo. Pena que o granizo atrapalhou, e ele pareceu um marreco no ar. Levantou a mão e gritou:
-Xangô! Clamo por tua força. Kawô Kabiensilê meu pai! – sei La que diabo é isso, mas o granizo parou de acertar ele e se focou na cavalada. Eu pensei que não tava adiantando ate cair raio em cima deles. Os bicho não pararam, mas ficaram bem lentos**. Foi ai que vi um enorme Cristo de pedra parado lá adiante. E vocês sabem que quando falo em “enorme”, é muito enorme. Pensei que podia ser o tal “constupro” e avisei o Pedro, mas foi o Fred que correu em disparada, rezando meia dúzia de Pai Nosso por segundo e correndo que nem potro novo.
Os bicho fecharam a boca, fizeram nascer umas laminas em forma de meia lua da cabeça e vieram reto. Donan já tinha matado outros dois e tava longe, então, os três miraram em mim. Pulei por cima dum, cortei o quengo d’outro e atirei num terceiro. O tiro me jogou pra trás como se eu tivesse pulado*** e eu cai sentado em cima do lombo do ultimo. Me ri por dentro. Ginetear era comigo mesmo. O bicho pulou, saltou, coiceou o ar e eu me segurei na crina dele. Só ai reparei que eles soltavam fumaça. Me senti vivo de novo, ginetear era o que eu melhor sabia fazer. Foram uns quinze minutos comigo ali, rindo no lombo do cavalo louco, mas resolvi que tava na hora de parar, quando bocejei. Me inclinei pra frente e dei um murro na boca do bixo, quebrando o queixo dele com a mão de verdade, pra não machucar mais do que precisava. Ele relinchou sem jeito mas foi se aquietando. Fiz carinho nele e obriguei o animal a trotear. Meus cumpadres estavam com uma cara apavorada, e o granizo já tinha parado.
-És mesmo o Taura da profecia, meu amigo. – Falou Pedro.
-És um líder de valor, nobre Miguel, O Guasca. Teu nome será lembrado pelos escaldos eras depois de tua partida. – nunca entendia nada que o Donan falava, mas aquilo não pareceu tanto uma ofensa, fora a parte de me escaldarem quando eu fosse embora…
Foi ai que ouvi um guincho do inferno. Parecia que alguém tinha puxado com força as bolas de Satã. Ouvi um “…quepariu!” do Fred e olhei pra cima. Uma enorme calopsita, devia ter uns trinta e muitos metros, voava na nossa direção. Me joguei galopando meu novo cavalo indo de encontro. A calopsita abriu a boca e vomitou vários cilindros de metal, que vieram que nem bala. Dei com a prancha em um e quase morri de susto quando se chocou contra o chão e explodiu. Infelizmente, tava muito longe pra eu acertar com o Mata-Tudo. Tentiei um tiro de canhão, mas errei feio. Ai que vi o Cristo andar. Cada passo fazia o chão tremer, e aquela coisa foi na direção do monstro numa velocidade impressionante! Deu-lhe um tabefe que fez penas de ferro voarem enquanto a cria-dos-Demo grasnava e tentava ficar no ar. Pedro parecia quase morto de cansaço, mas tentiou outra macumbaria de raio. Errou. O Cristo deu mais três bifas e o bicho foi ao chão. Enquanto caia, abriu a boca e jogou um raio brilhante e grosso Nele. O Cristo morreu. De novo. Pensei que era melhor terem feito uma estatua do Enéias, que esse sim demorou mais pra morrer. Quando eu me aproximei, o bicho levantou vôo de novo. Praguejei e joguei o Mata-Tudo pra acertar em cheio o vento. Eu corria enquanto o bicho metralhava o chão a Bangu, e vi o Fred chorando, escondido perto das crateras das explosões da caturrita do inferno ao lado duma placa de “Depressão na Pista”.
A calopsita investiu de novo. Era cada vez mais difícil desviar dela, mas foi ai que vi o bicho jogar a cabeça pra trás. Não entendi quando ele começou a reagir como se alguém tivesse dando-lhe de talho, mas ai vi uma prenda de calça e colete jogando osso, ferradura e bola de bolicho como se fosse faca. Não precisava do Pedro pra me dizer, era ela a tal da Roberta. Ela foi jogando e o bicho foi caindo, se atrapalhando, quando chegou perto o bastante atirei com o canhão. Dessa vez acertei a asa e o bicho voou que nem um tijolo. Se arrebentou na estrada e eu quase voei na direção dele, pulando e enfiando um talho nas guampa. Um bicho horrendo a menos.
Olhei pra prenda, não devia ter mais de trinta anos. Me cumprimentou e antes deu me apresentar ela já disse:
-Sei quem tu és, Guasca. Meu pai de santo me falou a teu respeito. E também a minha participação nisso. Estou com a mala de garupa pronta, vamos riscar fora daqui.
Gostei dela, sabem?
*Eu sei que não tem aonde recarregar celular, mas esta historia não se leva a serio e me pareceu divertido inserir isso. Alem do que, o que Miguel chamou de “celular”, é na verdade um PSP…
**Segundo as regras da 3.5, Golen de Ferro (Monstro OGL, não me processem) recebe os efeitois de Lentidão quando toma dano elétrico.
***Rocket Jump? Quake? Quem lembra me manda um alô!
Próximo Capitulo: Jamanta Não Morreu!
Capítulo 1
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Capítulo 2
Capítulo 3
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Capítulo 4
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Capítulo 5
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Nao brinco nao, Iman, nao gosto dessa gente e quero que morram, mesmo.
Ta galera, zoera, obrigado pelo apoio ai. XD
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