Opa, houve um certo imprevisto e acabou atrasando o post sagrado do sábado, mas ai esta o terceiro capítulodo Steampampa, cada vez mais furioso e engraçado.

Capítulo 3 – O braço de aço do bagualaço!

Buenas, se tu leste ate aqui, ou tu tem algo muito errado ou eu to acertando tudo meio de revezgueio. Duma forma ou de outra, vamo que vamo.

Quando a peãozada acordou despois deu bancar o Maragato, vieram as reclamações. Era loco me chamando de suicida, de cama-e-case (papo loco do Fred, nem pergunto) e por ai vai, mas logo passou, pois tava tudo feliz de eu estar vivo. Só o pessoal ficou meio ressabiado com meu braço novo, mas eu tava tranqüilo, agora podia usar aquelas armas pesadas dos Ispiuberg sem muito problema.

Agenor, o mais moço, chegou pra mim de canto.

-Seu Miguel, tu tas bem? Eu me preocupei contigo depois do que aconteceu com tua esposa e… –Nisso me subiu um amargo na garganta, ronquei o mate e cortei o rapazote.

-To buenacho. Não te preocupes que este bagual véio sabe se cuidar.

-Mas olha só, seu Miguel, eu acho…

-Se tua acha sorte tua. Já te disse que to bem. Vamos se aprumando que a caminhada é longa.

-Sim senhor…

E nos levantemos. Eu meio amargurado, meio triste pensando na china véia. Roberta, uma das china véia chegou pra falar comigo enquanto caminhávamos.

-Miguel, esse teu braço é seguro?

-Olha, pra mim não sei, mas pros Ispiuberg te adianto que não.

-Homem! Leva isso a serio! Tu podes morrer!

-E daí mulher?! Que diabo eu tenho a perder?! Meu guri se foi, minha china véia se foi, ate meu cavalo morreu, parece que alguém muito maligno ta controlando minha vida! – esse alguém se chama Vinicius, pra quem ainda não sabe! Um beijo pra minha mãe, pro meu pai e outro especialmente pra você!

-Não fala isso homem… Tu ainda estas vivo…

-Eu to é todo fodido! Com esse monte de prego na barriga e nos braço, essa fumaceira louca saindo do meu ombro! E tu vês se te aquieta que não vai me acontecer nada, quem não tem nada a perder só pode ganhar! – E depois dessa cavalice, sai chispando mais na frente.

Os dias foram passando, nossa comida tava acabando, mas ninguém aqui é fresco, então continuemos tomando mate e gastando as bombachas, pra não ficar parado. Mas foi depois de duas semanas, acampando numa noite fria, que a coisa apertou. Aquele tom soturno, aquela cara de enterro e a Margarete falou com um nó na goela:

-Ta acabando o mate…

O silencio tomou conta de tudo. Todo mundo sabia que aquele dia ia chegar. O dia que teríamos que entrar de novo numa cidade. Vocês devem se lembrar do que aconteceu dois meses depois do inicio desse Armagedão, quando tentamos entrar numa cidade, não lembram? Pois é… Todo aquele horror de novo… Mas eu, taura loco que sou, logo falei.

-Deixa pra mim que eu sou canhoto! Vou entrar na próxima cidade e vocês me esperem aqui.

Buenas, não vou enrolar contando todo o papo furado, deles querendo me impedir que isso já é mais gasto que prega de meretriz. Se eu não fosse, não teria historia, então eu fui. E fui sozinho.

Fui me aprochegando na alvorada, entrando na cidade bem de canto. Mal reconhecia o lugar, já que os Ispiuberg mudavam tudo pra umas coisas estranha de ferro, vidro e fumaça, o tal do Fred dizia que era um estilo “istimpampa”. Eu pra mim, era uma coisa horrorosa vinda da mente do Riticóqui. Mas enfim. O lugar macabro e silencioso me deixou todo arrepiado. Fui me embrenhando ate achar um Zafari* vaziozaço. Com todo cuidado, testei o braço novo. Dei um murro nas grades que arrebentaram que nem papel. Fui entrando pra pegar o que precisava e chispar logo dali.

Em menos de meia hora, estoquei todo mate que encontrei, umas carnes e muito vinho. Já tava de bom grado. Soquei tudo na mala de garupa e fui saindo. O problema veio quando eu cheguei à porta. Adivinha? Lotado (mas LOTAAAAADO!) de Ispiuberg! Devia ter mil e três (três na frente e uns mil atrás.) Tudo me olhando. Ai um começou a falar.

-Ah, então é você o tal terráqueo que derrubou o Tenente Ma’gi? Como é seu nome mesmo, humano? Milheu?

-É Miguel Fagundez, seu filho duma fuçadeira prenha! – Já pegando o facão de Ispiuberg com a mão de aço e apontando pra ele – E é melhor vocês tudo irem fazendo fila, porque senão vou fazer uma lambança!

-Corajoso… Muito bem… Você acha que pode derrubar todos nos? Então, como vocês costumam dizer, “Que tenha batedeiras”!

-Mas quem é o anemal de teta que fala esse tipo de coisa?!

-Eu pensei que fosse uma gíria terráquea… Maldição, o tradutor deve estar com defeito…

E aproveitando o momento de constrangimento Ispiuperguense (eu sou ou não um baita dum letrado?) me joguei pra frente já dando de facão na cara dele. Abri uma cabeça e me defendi do ataque de outro, rolei pro lado e girei o facão, cortando meia dúzia ao meio que nem queijo. Cada um que eu derrubava vinha outro. Cada outro que vinha eu derrubava. Não sei como, mas matei um monte e eles fizeram uma rodinha em volta de mim. Eu fulo, bufando quando escuto um grito la do meio. Eles foram abrindo o caminho e o chão tremendo. Quase me borrasquiei quando vi um Ispiuberg com um braço igualzito ao meu. Segurava um machado na mão e nada no braço de ferro. Em cima ele tinha um cano muito do estranho que eu já me toquei de que ia soltar alguma coisa que explodia.

-Saiam da frente, bando de tolos. Esse homem é especial… um espécime raro… vocês não tem chance contra ele. – Disse o Ispiuberg grandão – Ele é o que chamam de “Guasca”, pelo que eu entendo, uma espécie de guerreiro de elite deste planeta. São especialistas em técnicas secretas, como Bolheadeira, Bolicho e dominam um estilo único de combate, chamado Riscafaca.

Eu, quase me rindo da cara dele estufei o peito e falei.

-Mas o diabo me conhece! Tua mãe falou de mim?!

-Mãe…? – Respondeu ele. E na hora me toquei que nunca tinha visto uma Ispiubérga. Devia ser por isso que eles queriam nossas mulheres.

-Claro! Pra ser feio assim só sendo filho de chocadeira! – Acho que ele também não entendeu o que eu dizia, mas percebeu que era ruim e soltou um rugido que fez todos se afastarem.

-Você vai morrer, Miguel Fagundez! Vai morrer em nome dos K’norrianos que matou! –Disse ele avançando com a lança – Seu planeta será nosso!

Eu pulei para o lado e bati na lança pra abaixar, pisei na ponta, segurando contra o chão e tentiei um golpe de facão. Pegou no peito, mas acho que a armadura dele era melhor, porque só foi jogado para trás.

-Essa terra já tem dono, seu puto!

Ele tropicou pra trás e eu pulei tentando dar uma na cabeça. Mas ele botou a lança na frente, muito mais rápido que eu imaginava e a girou com força, me dando com o cabo na cara e me jogando de costas no chão, todo guenzo.

-Ora ora… o poderoso guasca aos meus pés. Chegou a sua hora… – E dizendo isso, me apontou o braço de aço. Num segundo, me joguei pro lado quando o braço soltou uma fumaça para trás e um tiro de canhão pra frente. Estatelei-me no chão e me lembrei que tinha sido coisa parecida que explodiu meu Chevette. Ai me subiu sangue nos zóio. Levantei-me feito louco, correndo reto nele, que fez uma cara de medo enquanto eu pulava e batia. Ele bloqueou de inicio, mas eu estava tomado pela sede de vingança e continuei batendo no mesmo lugar ate a lança dele quebrar. Ele assustado tentou ir para traz e defender com o braço, enquanto eu continuei batendo sem dar tempo pra ele revidar. Chegou uma hora, o braço partiu e ele recuou aos tropeços. Dei-lhe uma bem dada na barriga e joguei-o no chão. Ai vi o braço dele ali. Peguei, arranquei o cano de qualquer jeito e soquei numa entradinha que tinha no meu próprio braço, apontando pra cara dele.

-O que esta fazendo?! Você… você… pare, por favor! – Mas ele falar aquilo só me animou, significava que ia dar certo.

-Não te mete com o bagualaço do braço de aço! – Falei apontando o cano para ele e de alguma maneira disparando. É que nem mexer o braço, tu não sabe como faz, mas faz.

Abriu um buraco no chão e tinha pedaço de ispiuberg pra todo lado. Os que sobraram tentaram me atacar, mas eu não vou perder tempo contando como eu dizimei todos e perdi meu olho direito. Mas no meio da tarde, eu estava voltando…

*A linha de supermercados é escrita de maneira diferente. Pela lei, sátira não é mais considerada crime, então, vocês não podem me processar nem se eu ganhar dinheiro com isso. AAAW YEA!

Próximo capitulo: Chuta que é macumba!

Capítulo 1

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Capítulo 2

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Capítulo 4

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