Olá pessoal, hoje o post será um pouco diferente. Todos os sábados (a menos que ocorram imprevistos) estarei postando um capítulo do Steampampa, uma história de um cenário pós-apocalíptico baseado no estado do Rio Grande do Sul, do nosso país mesmo.

Apenas a título explicativo, steampunk é um genero de cenário onde o principal é metal, vapor e sujeira.

Dois avisos de antemão:
1º – O foco é a diversão, o humor, logo, nenhuma parte de todo Steampampa deve ser levado como uma afronta a qualquer coisa semelhante que exista de fato no nosso mundo.

2º – O texto contem alguns palavrões e “cenas” de violência. Então o aviso esta dado, leia se você tiver mais de 16 anos, ou se não tem essa idade mas possui a cabeça no lugar para saber o que é um texto fictício e o que é a realidade.

Capitulo 1 – Armagedão

Era setembro de 2013 quando a vaca foi pro brejo. Os taura tudo tinham ficado ressabiado com aquele papo de 2012, mas foi tudo bobagem. Se tu queres saber mesmo, a coisa braba começou quase que um ano depois, na semana Farroupilha.

Me lembro que eu, meu piá e a china véia tínhamos ido pro Harmonia, aproveitar a festança dos piquetes. Tava aquela rapaziada reunida e de repente me da uma gritaria das grande, aquele furduncio dos diabos que tu só vê nos piquete. Mas de pronto me aprumei já pulando do mocho pra ver o que acontecia. Na hora que vi não entendi nada, tinha um bagual mordendo um compadre, uma véia gorda tentando tirar o bagual esfomeado de cima do infeliz e aquele monte de gente filha da puta que só sabe olhar e tirar essas fotografia com o tal do esmartefone. Mal sabia eu que era o principio do Armagedão.

Me meti na peleja e dois toque tinha acabado. Dei uns quantos murro nos córno do bagual ate ele sentar o rabo no chão duma vez por todas. Quando eu tava começando a perguntar que pentelhos tinha se assuscedido, me veio uma luz imensa do céu, com uma fumaceira dos diabo e uma barulheira de ensurdecer qualquer um. Um bagulho enorme de ferro, que parecia um disco voador acompridado ficou parado a uns cinco metros de altura. Eu não sabia se me benzia, se cravava fincado ou se desmaiava, porque logo em seguida me desce um home de quase dois metro de altura, ca pele toda cinza, uns dente enorme, com umas roupa de ferro, rebitada e de uns parafuso. O desgramado parecia ter saído daqueles filme do Ispiuberg. Nisso, o pescoço do bagual me solta uma fumaceira e ele começa a falar. A voz dele era uma coisa horrorosa, parecia o barulho de um martelo e um chiado de chaleira juntos. Tudo dentro do liquidificador. Mas ta buenacho, nóis captemos a mensagem:

“Viemos do planeta K’norr e buscamos um novo lar. Os homens serao escravizados e as mulheres serao usadas para fins de reprodução. ”

Nesta instancia já tinha louco correndo, uns chamavam a mãe, uns acharam que era piada… Mas eu fiquei. Parado, com cara de vaca que apanhou com uma pá olhando o tal do bicho do Ispiuberg falar aqueles absurdos.

“E para os que não colaborarem…”

Buenas, quando ele falou isso eu senti que la vinha coisa ruim e finquei o pé. Não sei o que foi, mas não era bom, porque deu uma gritaria e uma chiadeira que só vendo. Mas nisso eu já tava longe, entrando no piquete da minha família, olhando pro meu bacurizinho e pra véia e falando com toda majestosidade dessa terra:
-Vocês peguem as coisas e corram feito diabo que nós tamo largando! Apareceu o Ispiuberg e eles querem nos escraviza! E comer nossas mulheres!

Bom, não preciso explicar que ninguém entendeu bulhufas, mas pra falar a verdade, nem eu! O bom foi que explodiram o piquete da frente, então mesmo sem entender, a Filomena pegou nosso guri e desatou a correr berrando comigo:
-O Miguel, que diabo é isso?!

-Não sei Filomena, mas eu sei que não vou morrer! Corre pro Chevette duma vez!

Buenas, nós corremo por aquele lodaçal todo, com grito e fumaça pra todo lado. Quando nos estávamos quase no carro, veio um raio de luz azul e explodiu com ele, jogando nós tudo pro chão. A Filomena se desfaleceu, mas protegeu o Guilhermino. Eu, já pelas tampa com aqueles Ispiuberg do espaço, resolvi que tava na hora de enfiar juízo naquela cabeça cinza deles.

Me levantei soltando fogo pelas venta, olhei bem no meio dos zóio dele e berrei de plenos pulmões:

-Mas vem de frente, se tu é bem macho!

Eu não sei bem se ele me entendeu ou se só tava querendo me desmembrar devagarito, mas ele largou aquela pistola de raio dele e sacou um enorme dum facão. Mas um ENOOOORME dum facão! Um negocio dum aço cinza grosso, cheio de parafuso no cabo. Mas esse taura aqui não se intimida assim não! Puxei meu fiel três listra da cintura e me toquei pra cima dele que nem loco berrando a primeira merda que se passou na minha cabeça:
-Vem filho da puta! Tu é grande, mas não é dois! Eu sou pequeno, mas não sou meio!

O que isso quer dizer ainda me é uma incógnita…

E ele avançou junto, deu-lhe duas faconada no ar e eu me desviando. Bati nas perna dele, mas o facão nem cortou. Aquela armadura deles era muito dura. Ele girou numa perna só abrindo um circulo no ar e dando uma fisgada no meu chapéu. Dei mais duas nas pernas dele, quase me cagando de medo, e nada! Nisso eu me fraguei que a cara dele não tinha aquela armadura. Mas não deu outra, esperei ele vir pra cima e fui ganhando distancia. Ele atacou e eu pulei pro lado e sentei uma certeira no meio das guampa! Já tava me sentindo todo macho, quando eu me do conta de que ele não tinha caído, só perdido um bife da testa e ficado mais puto. Pulei pra traz gritando alguma coisa muito nobre que não vou contar o que era, e vi que o osso dele era feito de ferro. Ai pensei, de pronto “Me fodi…”. Pulei desviando das bocha que ele ia me dar, vendo aquele monte de gente correndo pra todo lado e pensei na Filomena e no Guilhermino ali adiante, resolvi virar isca pra deixar eles seguros. Me virei e cravei fincado. Como esperado, o fedezunha me seguiu. Fui pro Piquete dum compadre, quando cheguei, ele e outro guampudo tavam se esbolachando com mais um Ispiuberg. Dei-lhes um berro e sinalizei pra virem comigo. Saimo os três fugido pela porta dos fundos. Chegamos no outro piquete e eu me jogo pra traz do balcão quando um dos Ispiuberg entra no galpão arrebentando a parede. Fiquei feliz quando encontrei uma bolheadeira, que sem pensar duas vezes joguei no desgramado. Ela enozou nas pernas dele e o compadre Rogério pegou, rápido e rasteiro, um espeto de salsichão e enfiou por entre os olho do Ispiuberg.

Eu fui saindo, apressado pra ver a Filomena, meio espiado, enquanto proseava baixo com os dois. Eles tavam assustado, mas não iam ser escravo não! Nos ia revidar. Eles disseram que uns sete ou oito desceram da jeringonça voadora, nois ia era acabar com todos eles.  Ainda mais quando cheguei e vi a Filomena e o Guilhermino cortados em dois. Eu corri pra tirar o bicho de perto deles e outro os matou. Outro que tava ali, parado todo cheio de sangue. Não me lembro de mais nada daquela noite, mas quando acordei, diz o seu Oscar, uma semana depois, eu já não tinha mais meu braço esquerdo.

Sobre o autor:

Vinicius é só mais um cara anormal. Gosta de RPG, Zumbis, Steampunk, Gostosas, Punk Rock, Bebidas Barata, Cigarros Caros e de fumar homedame-narguilé de vez em quando. Parece que ele decidiu juntar tudo isso com aliens, canhões orbitais, robos gigantes e um gaucho fortemente inspirado em Gats/Ash/Mad Max na sua nova obra insana: STEAMPAMPA!

Capítulo 2

http://www.ogranderpg.com.br/blog/extras/cenarios/steampampa-%E2%80%93-capitulo-2-bota-contra-filho-da-puta/

Capítulo 3

http://www.ogranderpg.com.br/blog/extras/cenarios/steampampa-capitulo-3-o-braco-de-aco-do-bagualaco/

Capítulo 4

http://www.ogranderpg.com.br/blog/extras/cenarios/steampampa-capitulo-4-chuta-que-e-macumba/